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Mox in the Sky with Diamonds |
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POR RAZÕES ÓBVIAS!!!!!!!!!!
DEVIDO AO INCRÍVEL NÚMERO DE POSTS PERDIDOS, ESTOU VOLTANDO À CASA ANTIGA - MEIO REFORMULADA!
VISITE: http://somepills.blogspot.com.
Té mais!
Trilha sonora do post: Screaming Trees, "Dollar Bill".
Escrito por -MOX- às 21h17
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UOL: O PIOR SERVIDOR DE BLOG DE TODOS OS TEMPOS
É O 15º POST QUE EU PERCO. O UOL é simplesmente ABSOLUTAMENTE cheio de panes. A sensação de frustração é INDESCRITÍVEL. Simplesmente sumiu, desapareceu.
Perdido o post que falava do Wilco, Flaming Lips, Raveonettes, do Boogie Nights, do novo 007 e mais uma ou outra coisa.
Enfim, é muita frustração. Fiquei sem palavras.
Escrito por -MOX- às 23h12
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ME LEMBREI DELE
Hildebrando Pascoal, ou, simplesmente, o "serralheiro"
Já fiz um monte de crítica e autocrítica aqui neste blog sobre o PT, a esquerda, sobre Lula e a corrupção. Mudei posicionamento em vários pontos. MAS aturar a propaganda política do PeFeLê foi demais. Passou dos limites. Por isso, me lembrei dele. Chefe do crime organizado do Acre, liderou grupo de extermínio, tráfico de drogas e roubo de cargas por lá. Ficou conhecido por fazer pedacinhos (literalmente) dos seus adversários políticos. ESSE partido vem dar lição de moral?
INGLATERRA
Vi, no sábado de manhã, o jogo Inglaterra vs. Áustria. Posso dizer que, no papel, a Inglaterra tem um dos melhores times, talvez o mais forte da Europa. Conta com bons laterais, Neville e Cole (e ainda o ótimo Carragher na reserva); bons zagueiros, Terry e Campbell (com o ótimo Ferdinand no banco); excelentes meias, dentro os quais dois estiveram entre os melhores do mundo ano passado, Gerrard, Lampard, Beckham (em ótima fase do Madrid) e Joe Cole (além de Phillips na reserva); e ainda Rooney e Owen na linha de frente. Esperava MUITO desse time.
Não vi nada de bom no jogo. O time é disforme. A atuação ficou prejudicada pela ausência dos laterais e Rooney - que gerou a presença de terrível Crouch no ataque, uma aberração inexplicável -, mas o time jogou de uma forma tosca. Me decepcionei. Não fosse um pênalti salvador, cobrado com eficiência por Lampard, o jogo teria sido uma vergonha completa. Foi apenas parcial.
CAPITÃO SKY, ASSALTO À 13ª DP E JANELA SECRETA
Assalto à 13ª DP é mais um LIXO entre os tantos que estampam a parede das locadoras. Sinceramente, às vezes penso que esses filmes me causam a sensação equivalente a ouvir um disco inteiro do Jota Quest. Não. Nem tanto. A menos que seja com o Dennis Quaid.
Capitão Sky? Olha, sinceramente, não tenho muito que falar. Bacaninha, inovador-retrô? Sei lá. A única coisa que eu pensei é o quanto o futuro é não-linear. O futuro de ontem nunca existirá. Nossa imagem do futuro certamente será defasada em relação ao que realmente vai acontecer. O futuro de Capitão Aky é o futuro que não existiu. Janela Secreta tem Johnny Depp, mas a trama é previsível pra quem tem um mínimo de conhecimento de causa. Por isso, a moral de fim-de-semana é que não teve nenhum filme realmente bom.
BIG GUN, LITTLE PENNIS
Não tenho nada a acrescentar ao que está por aí sobre o tema, basta dar uma olhada no Google e já terá todas as informações. Poucas pessoas inteligentes terão dificuldades em decidir. Só acrescento esse slogan texano.
LIVE'N'LOUDER
Por sinal, será que o tal live'n'louder vai reunir a maior congregação de vocalistas sem-testículos e adolescentes maníaco-depressivos-chorando-pelos-dragões-com-seus-machados-dourados? O pior é que vindo pra cá bandas animais como Flaming Lips, Wilco, Arcade Fire, The Raveonettes e, claro, Strokes, essas porcarias - Nightwish (cruz credo!), Shaman (uuhhhhaauuuauu) e Scorpions (essa porra ainda existe!?) - ainda tem público.
POR SINAL --- ou A MERDA DO ANO
A arte tem umas coisas curiosas e uma delas é a capacidade de certas fórmulas irem a um ponto inimaginável. Essa não-linearidade, contudo, não traz necessariamente sinais de alegria. Às vezes uma coisa boa - no caso, o hard rock zeppeliano e o heavy metal sabbatiano - se levada ao limite, se torna um verdadeiro desarranjo. É o caso desse lixo de new metal, heavy metal, death metal e o hardcore do escambau, legítimo urros sem nexo rodeados por barulheiras de inferno que só uma mente demasiado transtornada pode gostar.
Falei disso para introduzir o lixo do ano: SLIPKNOT. Eles usam máscaras porque não querem que o visual "atrapalhe" e querem só ver o "som" valorizado. Bom, pra isso eles têm que aprender primeiro o que é MÚSICA, não um barulho para perturbados mentais que acham bonito sair vestidos de monstros pelos palcos. E, pronto, lá vai a turma adolescente-depressiva-rebelde-chata adorar os caras. Até o Zezé di Camargo é mais legal. Pelo menos mostra a cara.
"A propaganda é a alma do negócio". Ou: "a gente é mais feio ainda sem máscara".
Trilha sonora do post: Queens of the Stone Age, "The Blood is Love" (SEM máscaras e até pelados, isso é que é MÚSICA).
Escrito por -MOX- às 19h45
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SAL DE PRATA E EU ODEIO O CINEMARK
Camila Pitanga, "bonitinha, mas ordinária".
Acabo de sair da sala de cinema e a primeira coisa que penso é: "EU ODEIO O CINEMARK". Não porque as telas sejam ruins, ou porque a pipoca é fedida demais, mas por causa do EMPILHADO DE MERDA que é seu público. Quem é que tem a idéia tosca e desgraçada de ir a uma sala de cinema pra CONVERSAR? Pôrra, vai conversar num bar, em casa, no banheiro no corredor. Mas não do meu lado. Até um sonoro "cala a boca" (juro que eu disse), eles simples não ficavam em silêncio.
Bueno, ao filme. SAL DE PRATA certamente não acrescentará nada a ninguém, talvez a um ou dois gaúchos fundamentalistas, desses que acham que Porto Alegre é a melhor cidade do mundo e a noite porto-alegrense "massa". Certamente não é um grande filme e tem vários momentos toscos, além de uma atuação apenas razoável de alguns atores e medíocre de outros.
Mas tem boas sacadas. A primeira é uma seqüência de frases excelentes sobre o amor, bem longe do clichê brabo. A segunda, e mais óbvia, é a brincadeira do autor em torno da linguagem e metalinguagem, construindo o filmes em várias camadas que podem ser trocadas o tempo inteiro, variando a relação com que é construída a relação filme-realidade até se tornar um emaranhado confuso, certamente não-apreendido pelas bestas do banco do trás que não calavam a boca. Ou pelo velho ao lado que fazia um barulho infernal ATÉ quando chupava bala. Enfim, vão tomar no cu.
171
AFORA Vanilla Sky, um filme que eu concordo com G.D. ser bem melhor a versão americana, pois o metrossexualismo do protagonista se encaixa muito melhor no "american way of life" e é o próprio Tom Cruise, raramente as versões americanas acrescentam alguma coisa. Esse aqui segue a regra. Regravação de "Nove Rainhas", filme argentino, "171" não traz absolutamente nada de interessante em todo o seu roteiro e denuncia - ATENÇÃO, VEM AÍ SPOILER - desde o início não ter qualquer intenção de tornar o seu personagem simpático, tornando o final óbvio. A comédia "Os Vigaristas", que nem é lá tão antiga (2003), por exemplo, é MUITO melhor. Se quiser ver filmes de estelionatários, vá nessa aí.
NÓS, ATEUS, SOMOS COVARDES
ESSES DIAS um juiz gaúcho causou "polêmica" por dizer o óbvio: as salas de audiências não devem ter crucifixos, pois estamos em um Estado secular. Por incrível que pareça, foi grande a celeuma causada. E pior, no Congresso de Juízes em que foi proposta a idéia de retirada, restou aprovada a tese de que NÃO devem ser retirados, pois a imagem de Cristo não incomoda ninguém, mas a retirada ofenderia os cristãos.
PUTAQUEPARIU! A grande culpa disso foi de nós, os ateus. Ao longo de toda polêmica, sempre dizíamos "a imagem de cristo não incomoda, mas o Estado é secular"... e daí por diante. Com esse argumento, os juízes rejeitaram a idéia, porque acharam que "ninguém se incomoda". Deveríamos ter sido mais corajosos e defendido publicamente que NOS INCOMODA SIM a imagem de Cristo, que isso não tem nada a ver com as nossas crenças e que nos sentimos, sim, TOLHIDOS NA NOSSA LIBERDADE RELIGIOSA (no caso, liberdade de não-ter-religião) pela imagem. Para nós, é extremamente incômoda a confusão entre Estado e religião, já que não compartilhamos nenhuma religião. Para não sermos "politiciamente incorretos", acabamos pegando leve. Nossa covardia guarneceu os conservadores.
VIOLÊNCIA POLICIAL
Os casos de violência policial no RS nos últimos dias são nada mais que um reflexo da política de segurança conservadora do Governo. Toda vez que se recrudesce o discurso de "lei e ordem", isso acaba acontecendo. A idéia de que a polícia combate 'bandidos' e por isso não estaria vinculada aos direitos humanos leva, fatalmente, à arbitrariedade com TODOS.
Trilha sonora do post: Flaming Lips, "Plastic Jesus".
Escrito por -MOX- às 23h05
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MAKELELE JOGA NO OLÍMPICO

Um leão. Persistente, raçudo, o típico volante que costumamos chamar de "cão-de-guarda" ou "leão-de-chácara". Os bons camisa 5 são, normalmente, de dois tipos, ou mais lento e bem colocado, ou mais raçudos, perseguidores e móveis. JEOVÂNIO é do segundo tipo, exatamente como o ex-volante do Real Madrid, hoje no Chelsea, um verdadeiro carrapato nos articuladores adversários.
Na grande vitória do Grêmio no sábado, considerei-o o melhor em campo. Embora Sandro tenha tido ótimos momentos, e Ricardinho tenha conferido de novo, ninguém correu mais, marcou mais e teve mais raça do Jeovânio. Vai, por isso, minha homenagem.
CHELSEA VS. LIVERPOOL E MADRID VS. MAIORCA
Pude acompanhar com calma esses jogos. Chelsea e Liverpool são, obviamente, as melhores defesas da Premierleague. Rafa Benitez conseguiu repetir o excelente trabalho que havia feito no Valência, onde montou uma defesa compacta e equilibrada, liderada por Roberto Fabian Ayala. O Liverpool é um time de extrema solidez defensiva, liderada por Sammy Hyppia, zagueiraço finlandês. No primeiro tempo, por isso, o jogo foi totalmente equilibrado, já que o Chelsea igualmente possui uma muralha defensiva. O bom lateral Traore falhou e acabou fazendo pênalti em Drogba e Lampard conferiu. Um pouco depois, Gerrard, melhor jogador da temporada passada para os europeus, soltou uma bomba e empatou. Duff, após jogada genial de Drogba, deixou o placar novamente a favor do Chelsea. No segundo tempo, no entanto, o óbvio apareceu. Enquanto o Liverpool é um time com excelente defesa, o Chelsea é um conjunto compacto, organizado, com craques em todos os setores (inclusive no banco). Por isso, acabou fazendo mais dois gols - novamente em jogadas de Drogba - e mostrando que, embora Benitez tenha feito um ótimo trabalho no Liverpool, sofre do mesmo problema que enfrentava com o Valência na Espanha: seu time não resiste aos melhores.
O Madrid, por sua vez, finalmente desencantou, fazendo um jogo magnífico, que eu vi com prazer, repleto de lances geniais dos seus jogadores, cada qual com a sua característica. Beckham deu seus lançamentos fantásticos (vem jogando muito!), Ronaldo guardou o seu, R. Carlos deixou suas bombas e, em menor escala, Raul, Robinho e Julio Baptista foram bem, com destaque também para o genial e único Zidane, um mestre nos gramados, que entrou e jogou como se não tivesse parado, com seu toque refinado e seu jeito de deixar tudo simples no futebol.
PSOL
Leio: "PSOL sonha em deixar de ser nanico já na estréia". Pela mesma lógica daqueles que imputam ao PT a culpa pela eleição de Severino na Câmara, podemos dizer que são esses "puros" do PSOL que fazem da esquerda reformista do Brasil algo tão ruim - a ponto de colocar figuras como Silvinho Pereira e Delúbio Soares no comando do maior partido. Essa gente assusta, com seu stalinismo patético. Com essa ruindade de esquerda, ficamos entregues aos falcatruas ou mesmo à direita.
KATE MOSS

É proibido ser cool? Pobre Kate, uma figurinha revolucionária com sua postura rock'n'roll em relação às demais comedoras de alfafa do seu mundinho. Pegou na carne a "turma dos que apontam o dedo", esses que andam por aí prontos para destilar cartilhas de julgamento sobre o comportamento alheio, como se cheirar pó fosse algo tão pior do que o comportamento egoísta e indiferente desse monte de brucutus da moral. Um junkie faz muito menos mal do que esses "cidadãos de bem".
Aliás, falando em brucutus, o Ministério Público se candidatou a DOPS da democracia ao ajuizar ação civil pública contra o Bidê ou Balde. Daqui pra diante, todas as músicas que falarem sobre sexo ou drogas deverão ser contestadas. É o pessoal com sua vidinha-em-preto-e-branco preponderando. Querem decidir o que deve e o que não deve ser dito. Não leram o básico de Oscar Wilde: "Um livro não é, de modo algum, moral ou imporal. Os livros são bem ou mal escritos. Eis tudo". Ou ainda essa: "O artista jamais é mórbido. O artista tudo pode exprimir".
A propósito: vão proibir LOLITA também? (*)
EU ODEIU GENTI KI ISKREVI AXIM
Mais chato que ler uma crítica um pouco clichê sobre os blogs é ter que concordar com ela. A explosão dos blogs foi uma explosão de estupidez, chatisse e burrice. A quantidade de gente que fica falando só da própria vida, como se as outras pessoas realmente quisessem saber se ela fez cocô de manhã, comeu arroz-e-feijão ou salada de batata e se viu o Faustão no domingo é algo. Meu conselho é: meu filho, nesse caso, tente ao menos ter uma vida INTERESSANTE pra contar.
E nada, nada, nada mesmo é pior que o MIXUGUÊS.
(*) Em breve, nos brindarão com uma doce vida sem "Lucy in the Sky with Diamonds" (e sua apologia ao ácido), Transpotting, Laranja Mecânica, Irreversível, Velvet Underground, Nabokov e assim por diante. Teremos o reino dos "homens médios", "cidadãos de bem", "cidadãos honestos que pagam seus impostos", da moral convencional, dos crucifixos nas audiências, da boa missa, etc., etc., etc. E finalmente seremos felizes para sempre.
Trilha sonora do post: Ry Cooder, "El UFO caió".
Escrito por -MOX- às 22h27
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VAN SANT VS. VON TRIER
O NOMÍNIMO é um saite bacana, cheio de assuntos variados, bem montadinhos. Vai de Bauman à Luciana Gimenez. Hoje li uma coluna sobre a disputa entre os diretores Gus Van Sant contra Lars Von Trier. O primeiro tem nas costas "Gênio Indomável", "Encontrando Forrester", "Elefante" e outros. O segundo, "Os Idiotas", "Dogville" (coloquei um link com a ficha dos caras, pra quem se interessar).
Não pretendo responder o artigo, seja porque não tenho resposta, seja porque ninguém lê mesmo. Sem usar uma metáfora "cor-de-rosa" como essa de "Fashion Week", dá pra dizer o seguinte: são dois ótimos diretores. Von Trier fez o melhor filme, Dogville; Van Sant tem a melhor obra conjunta. Ao contrário do Ricardo Calil, achei muito bons "Encontrando" e "Gênio". Até o refilmagem de "Psicose", embora não seja menos canastra que uma regravação de "Jagged Little Pill" (...), não dá pra ser enquadrada como "ruim".
Von Trier vem aí com "Manderley", continuação aguardadíssima por este que vós fala, na qual Grace (criminosamente não mais Nicole Kidman) vai fazer a sua própria micro-revolução ONGística com os negros americanos. Van Sant com uma leitura própria do suicídio do grande Kurt Cobain, um cara que - confesso - figura entre as cinco personalidades mais importantes na minha formação, ao lado de Nietzsche e outros três que eu não me preocupei ainda em catalogar. Sou um garoto da geração-X, a que cantou "Smells like a teen spirit" no momento em que explodia. Geração que achava natural que um trio fenômeno transformasse um esquema básico de falação-refrão-falação, coberto de riffs básicos, bem próximos à tosquice, cheios de depressão e auto-imolação, absolutamente niilistas, era o cotidiano do rock. Até descobrirmos, com o passar do tempo, o que realmente tinhamos visto acontecer.
Pois bem: o meu único ponto é que estamos em boas mãos. Van Sant e Von Trier devem nos brindar com grandes filmes.
OTIMISMO E PESSIMISMO
ESPERO, AGUARDO E CONFIO que o Grêmio conseguirá subir. Por incrível que pareça para os mais tacanhos, Mano Menezes, depois de dar uns tropeços feios (escalar o esquema 4-6-0 contra União Barbarense foi um, mas já passou), conseguiu montar uma defesa irrepreensível, jogando num esquema totalmente europeu. Quanto joga no 4-5-1, o Grêmio é exatamente igual a Chelsea e Barcelona (taticamente, é claro). Os dois meias ofensivos são de flanco (Anderson e Marcel, no Chelsea, Robben e Duff, no Barça, Ronaldinho e Giuly) e avançam como pontas. Há um jogador de armação (Marcelo, Lampard, Deco), um centroavante (Ricardinho/Samuel, Drogba/Crespo, Eto'o) e dois volantes, um mais fixo e um mais móvel (Jeovânio e Sandro, Marquez e Xavi, Makelele e Essien). E até na defesa, joga-se com quatro defensores, saindo um lateral de cada vez, prática antigamente comum, mas hoje em extinção no futebol brasileiro, onde a faceirice impede os laterais de enxergar que um sempre tem que ficar, senão o zagueiro fica sem cobertura.
PESSIMISMO com o Madrid, que, embora tenha montado um bom time, não tem bola pra desbancar Chelsea, Barcelona e Juventus.

Dá uma olhada na feira ERÓTICA que anima Budapeste. Super ERÓTICA. MESMO, né?
Por sinal, me lembrei de um fato: sabe aquela tua colega com uns PEITÕES tipo esse? Pois é, ontem ela apareceu SEM eles. Parece que deu um probleminha no silic... hihihi
Trilha sonora do post: Jammie Cullum, "Singin' in the rain" (popjazz).
Escrito por -MOX- às 23h02
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THE RAVEONETTES é a banda mais retrô da atualidade. Formada por apenas um casal, de Copenhagen, lançou seu primeiro disco em 2002, "Whit it on", e ganhou certa notoriedade em "Chain Gang of Love" (2003). Por que a mais retrô? Porque é a que recua mais tempo na música. Hoje em dia, pode-se classificar de forma tosca entre as bandas que recuam ao som de garagem de 77 (Strokes, Libertines, Razorlight, etc.), aos anos 80, nas suas diversas variações (Killers, Bravery, Franz Ferdinand, Interpol, Editors, Bloc Party, Kaiser Chiefs, etc.) e até quem queira utilizar a influência country-blues americana (os últimos White Stripes e Black Rebel Motorcycle Club e um pouco o The Coral). O particular no Raveonettes é que o som remete à década de 50, época pré-Beatles, oscilando entre riffs básicos surfísticos e baladas românticas, com todo aquele clima da época. Tá certo. Mergulhe isso em Jesus and Mary Chain e seu misto de barulho de guitarras e melodias doces, e você tem Pretty in Black, disco dos caras lançado esse ano [salvo em "My Boyfriend's back", quando soam Blondie/Garbage (Beautiful Garbage)]. O fato é: a sensação de estar em um filme do Tarantino, com aqueles riffs velhos e consagrados na surf music, misturada com um ambiente county, está lá todo tempo. Mais sobre eles aqui.
 ATHLETE, "TOURIST" (2005) É inegável que, muito embora tenha sofrido uma cacetada de críticas, tem algumas boas músicas."Changes", por exemplo, é ótima. O problema é que está mergulhada no tal "new acoustic". Leia-se: lembra MUUUITO o Coldplay. E, quer saber, o instrumental não deixa muito a desejar. O grande problema é que o vocalista não tem 1/3, 1/4, 1/10 do carisma do Chris Martin. Assim, o som fica indeciso, confuso, perdido, oscilando entre um vocal meio tosco e uma sonoridade de "pop perfeito". Deixa de lado.
NOVAS/VELHAS REFLEXÕES SOBRE A PAZ INTERIOR
É. De novo ouvi a tal estória da paz interior. De novo a tal da "espiritualidade". Da "transcendência". Pronto. Me lembro sempre de Rorty, quando diz que a função do filósofo é nos livrar das "crostas de convenções". Esse ranço metafísico, baseado em crenças superiores, me parece muito mais uma bengala para quem quer se acomodar. Esse "pseudobudismo" não me comove mais.
Essas pessoas que querem "paz interior" tentam se livrar dos nossos próprios conflitos. É como se quisessem tirar a sua alma do mundo real. Aliás, se não formos olhar realmente onde essas pessoas chegam, veremos que não é mais do que à "boa digestão" a que se refere Nietzsche. Depois que a metafísica morreu, isso não faz mais sentido. Essas pessoas, curiosamente, sãos as que defendem, por exemplo, o terrorismo penal. As pessoas deveriam estar muito mais preocupadas com a paz exterior, enxergando egoísmo e cobiça alheias, em eterno conflito com a injustiça, solidarizando-se com o sofrimento do outro. Como ter "paz interior" numa sociedade tão injusta? Só sendo um cínico. E de cínicos estamos repletos, e eles não são apenas os nossos políticos, os bodes expiatórios da nossa sociedade.
Prefiro menos paz interior, espiritualidade e calma. Mais justiça, solidariedade e inconformismo.
VITÓRIA TRICOLOR
Depois da gloriosa vitória tricolor, um trago troglodita, cai na cama e acordei, podre, o outro dia de manhã. E a minha querida e pobre namorada teve que passar a noite rateando, vendo um pinguço espatifado na cama, feito um cadáver. Foi vinho, depois ceva, depois chopp. E a gente vai levando...
Ah, sobre o jogo: nem vi direito. O negócio é ir lá, xingar os secadores (rectius: gremistas imbecis que vão ao estádio pra XINGAR o time, provavelmente em decorrência da própria impotência sexual ou pelo tesão anal que escondem) e vibrar nos gols do tricolor. E ficar bebum.
SITE PODRE
Site palha esse aqui. Bem de loser mesmo.
Trilha sonora do post: Los Hermanos, "Os Pássaros" (a melhor! a melhor!).
Escrito por -MOX- às 00h06
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VOCÊ CONHECE ARCADE FIRE?
Haiti, never free, n’aie pas peur de sonner l’alarme. Tes enfants sont partis, in those days their blood was still warm. ("Haiti")

Se não conhece, tudo bem. Afinal, o álbum deles nem foi lançado no Brasil. Mas eles vêm aí, pra tocar com os STROKES. Pra começo de conversa, podemos dizer que os caras são, do pessoal do novo rock, certamente aqueles mais difíceis de ser enquadrados em qualquer rótulo. Funeral certamente foi o álbum mais enigmático do ano passado.
Bom, podemos dizer que os caras foram quase-unanimidade na crítica do ano passado. O disco - Funeral - abocanhou um número imenso de listas de melhores do ano, embora tenha sido prejudicado por ter saído no fim do ano. No site Metacritic, que faz um apanhado geral da soma das diversas publicações e publica a nota média das críticas, ficaram com 89, nota excelente, figurando como 7º lugar na lista dos melhores do ano.
A banda é do Canadá, composta por OITO integrantes, que tocam instrumentos variados, como xilofone, violinos e acordeão. Win Butler e Régine Chassagne lideram a banda, dividem vocais e alianças. Os vocais muitas vezes remetem aos crooners da década de 80, mas é impossível catalogar a banda no revival que vem ocorrendo dessa época. Na verdade, o som é um amálgama de tudo um pouco, trasversalmente inebriado de uma tristeza intensa (o nome "Funeral" não é à-toa, na verdade ocorreram várias mortes de parentes ao longo da gravação do disco). É majestoso, embora um tanto quanto difícil de se adaptar. Depois do impacto inicial, contudo, vira uma obra-prima.
O Arcade aprofunda a exuberância instrumental e enche seu som de violinos, riffs e linhas pesadas de baixo, com viradas constantes aprofundadas por um vocal emocionado, cantado com extrema sinceridade, muitas vezes recheado por duetos do casal Butler/Régine. É, provavelmente, da nova safra, a banda mais original. O single escolhido e mais votado foi "Rebellion (Lies)", mas a minha favorita é cantada por Régine, com um tom depressivo e doentio, "Into the backseat", carregando uma grandeza instrumental intensa.
And the power’s out in the heart of man, take it from your heart put in your hand. And there’s something wrong in the heart of man, you take it from your heart and put it in your hand!
Where’d you go?
(Neighborhood #3 (Power Out))
O show dos caras promete. Álvaro Pereira Junior foi assistir os caras no Canadá e simplesmente babou na gravata. Leiam o relato aqui. E aqui tem outra crítica. Deliciem-se. E preparem-se.

Trilha sonora do post: Arcade Fire, "Rebellion (Lies)" (live).
Escrito por -MOX- às 21h44
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OS PURITANOS SÃO O RETRATO DO IMPOSSÍVEL
"Todo mundo pensa em sexo o tempo inteiro"
(Alter Ego, em "Ninfomania")
Ele está aí. O tempo inteiro. Ao nosso lado, como que para nos lembrar na nossa natureza animal. Basta ver que, mesmo no lugar mais puro e casto, a lembrança do sexo pode despertar os nossos instintos mais primitivos, o nosso caráter animal. É por isso que eu venho lendo os pragmatistas: foi a única corrente da filosofia que levou a sério Darwin. Somos bichos, "bípedes sem penas", diz Donald Davidson. E o sexo está ao nosso lado em todo momento, na leitura dos e-mails, na reunião do trabalho, na sala de audiência. A Débora Secco, a Angelina Jolie, a Sharon Stone. O momento mais solene não pode neutralizar o desejo que é inerente à nossa espécie e superior a qualquer princípio racional. Não.
Os puritanos - por isso - são o retrato da sua própria impossibilidade. Exigir que o sexo não apareça na televisão, por exemplo, é pedir que não se transmita o que o ser humano é: um animal que gosta de transar. Uma foto da Jeniffer Connoly nua desmascara qualquer puritano. O ser humano é essa tensão constante entre razão, emoção e instinto, mas nunca um "ser superior" capaz de se diferenciar de outros animais.
Da minha parte, já enchi o saco dessas perspectivas morais do "olho de Deus", como se tivéssemos uma "metamoral" capaz de dizer o que é permitido em sexo e o que não é.
O único olho que os puritanos merecem é o olho do cu.
Trilha sonora do post: Alter Ego, "Tecido conjuntivo propriamente dito".
Escrito por -MOX- às 21h55
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A SOMA DAS PARTES É MAIOR QUE O TODO
Tem certas coisas inexplicáveis. Uma delas é por que maldita razão é tão bom beber, beber e beber, para depois acordar no dia seguinte arrependido de ter bebido tanto. Dor estomacal, de cabeça, ressaca e, sobretudo, a incerteza sobre ter dito ou feito algo errado demais. Demais, porque de menos é até bom fazer.
SECRET MACHINES, "NOW HERE IS NOWHERE" (2004)
Imagina comigo se uma combinação da espacialidade e agonia do Pink Floyd, recarregado com elementos de Ok Computer e guitarras shoegazers, oscilando entre riffs e verdadeiras paredes, com um vocal um tanto quanto oitocentista. Duvida? Baixa "First Wave Intact" e confirma.
A PIADA DO DIA
A eleição do Severino agora virou culpa do PT. Tudo é culpa do PT. Qualquer idiota de não tenha um olhar absurdamente caolho sabe que a eleição do Severino foi uma DERROTA do PT. Até a Yeda Crusius votou nele.
Aliás, do perfil de Severino:
"É autor de várias propostas de emendas à Constituição e projetos de lei. Entre estes, o que proíbe a permissividade nos meios de comunicação, impedindo a veiculação de cenas de sexo, nudez e que incitem à violência no horário de 6 às 22 horas, a chamada "Lei Carla Perez".
RANKINGS
Da FOLHA ONLINE:
Confira a lista dos dez CDs internacionais mais vendidos em SP:
1 - "X & Y" - Coldplay 2 - "Monkey Business" - The Black Eyed Peas 3 - "Out of Exile" - Audioslave 4 - "Good Times 2005" - Vários 5 - "Jagged Little Pill Acoustic" - Alanis Morissette 6 - "In Your Honor" - Foo Fighters 7 - "Get Behind Me Satan" - The White Stripes 8 - "Summer Eletro Hits" - Vários 9 - "Eye to the Telescope" - KT Tunstall 10 - "Dance: O Melhor das Novelas da Globo" - Vários
Pombas, Coldplay, Audioslave, White Stripes, Foo Fighters e até Alanis Morissette são bem bons, até que não estamos tão mal nos discos internacionais.
A PROPÓSITO
O clitóris é a prova da superioridade corporal feminina.
MAR ADENTRO
Esse filme talvez demande uma resenha maior. Mas o fato é que a tristeza - sutil, subterrânea e viscosa - que está impregnada em todos os momentos do filme. Um tipo de tristeza livre, racional e suavizada, mas sempre ela. Enxergar a tristeza se reproduzindo em espiral parece tornar até a morte - a coisa mais insuportável para o ser humano - algo não tão tenso quanto o normal. É sobretudo a pessoalidade - e não a racionalidade - da decisão que está em jogo.
Trilha sonora do post: Juliette Lewis and the Licks, "Money in my pocket".
Escrito por -MOX- às 22h45
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UMA CONTRIBUIÇÃO PODEROSA DO LSD PARA A MÚSICA
ou "SATÂNICO E INFALÍVEL"
1967. Os Beatles lançavam sua obra máxima, o impecável 'Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band'. O LSD provocava alvoroço na cultura hippie - peace and love, flower power - que iluminava os países desenvolvidos (sim, porque aqui era só escuridão). Atenção: 1967, um ano antes de 1968, o ano das barricadas juvenis. Então, por favor, sem eufemismos: Jagger, Richards e cia andavam ultra-CHAPADOS. Era a época da criatividade, do protesto, da contra-cultura. Os rapazes até sofreram prisões na época. Resultado para a música: puro experimentalismo. Mas experimentalismo do mais puro rock'n'roll.
"Sing this All Together" é grande música, repleta de corais apoteóticos, cantando junto suas viagens, com uma batera contagiante.
"Citadel" é um rock alternativo: um riff pesado e puxado, com vocal agressivo por baixo, sem prejuízo de um trilhão de efeitos por baixo.
"In another land" tem um piano barroco por baixo, certamente referencial a Bach, com um vocal cheio de efeito desconstrutivo, tem um clima de igreja até passar por uma explosão roqueira e voltar, e assim por diante. Aliás, nome original da música: "Acid in the grass". Desemboca num sonoro RONCO, uma característica de humor do pessoal daquela época.
"2000 Man" é um rock básico, com um violão dedilhado e vocal calmo. "Sing this all together (See what happens)", está mais ou menos para "Sgt. Peppers", uma repetição desconstrutiva e mais experimental da primeira faixa, com viagens de percussão e sopros, gemidos de Jagger, enfim, pura psicodelia, depois de estourar um rock'n'roll com corais e guitarras loucas, mergulha em cerca de quatro minutos de puro experimentação, com flautas, sopros, pianos, viagens, até Jagger voltar, calma e ironicamente, a cantar o refrão, para fechar.
"She's a rainbow" diz tudo desde o nome: "she's... a rainbow". Pôrra, tem coisa mais chapada que isso? Pois bem: a música começa com gritos e, no fundo, um pianinho calmo, para desembocar no que, na minha opinião, é o melhor rock já feito pelos Stones, e isso não é pouca coisa, é óbvio. Com refrão contagiante: "She comes in colors....".
"The Lantern" é uma balada meio country rock, mas totalmente influenciada pela lisergia, com um riff bem marcado, mas em ritmo lento, chapado, arrastado.
"Gomper" é pura viagem: começa com um órgão denso e espacial, acompanhado de um riff em tom baixo, acresce uma percussão indiana e a voz baixa, calma, de Jagger, somando-se a flautas, batuques, gemidos e solos de guitarra. Sente-se: você está em meio a algum ritual de sei-lá-o-quê. Talvez em homenagem às próprias substâncias ilícitas.
"2000 Light Years from home" começa, literalmente, no espaço. Imagine-se viajando com aquelas roupas de astronauta, no meio do silêncio. Depois, cai numa linha forte de baixo e num riff meio blues, acompanhada do vocal dramático, interpretado, de Jagger, que é o destaque da música, ao lado do teclado. O refrão é uma mera entonação mais baixa de vocal, que vai decompondo a música, acrescendo um ritmo mais pegado de bateria que cai, ao final, em mais experimentação doida. Meu filho: aqui não é o planeta Terra, estamos a "2000 Light Years from home". Essa música é de outro planeta.
"On with the show" começa meio cômica, com um vocal avacalhado, meio música latina com piano alucinado, até silenciar a experimentação e ficar apenas os instrumentos mais básicos, com um tom meio anunciador de Jagger, como se tivesse falando em um megafone (e, em certo momento está), passando pelo riff que guia a música e caindo, de novo, no piano clássico alucinado, com um som de multidão ao fundo.
"Their Satanic" acrescenta uma camada a mais no rock'n'roll básico dos Stones, uma lisergia constante, tornando o som mais denso e experimental. Tem um senso de unidade, as faixas encaixam-se uma na outra. E não abre mão de refrões excelentes e riffs poderosos. Obra-prima.
95% das listas colocam "Beggar's Banquet" (1968), "Let it Bleed" (1969), "Sticky Fingers" (1971) e "Exile in Main Street" (1972) no topo das listas (olha a seqüência dos caras, de 1967 a 1972, uma obra-prima por ano, em 1970 o álbum foi ao vivo - Get Yer Ya Ya's Out), mas este é mesmo meu disco favorito dos Stones. Ave-1967.
Trilha sonora do post: The Rolling Stones, "Citadel".
Escrito por -MOX- às 19h03
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Como reagir à crise?
A crise política colocou um grande ponto de interrogação sobre a esquerda brasileira. Porque, bem ou mal, o PT é a esquerda brasileira. PSOL e PSTU são partidos sem representação social; PSB e PC do B são anexos petistas. O PDT é um entulho corporativo, sobrevivendo no discurso getulista. PSDB é centro, centro-direita. O restante é de centro-direita ou direita, ou é por demais difuso ideologicamente.
Ou será que não existe esquerda? Ora, todos aqueles que estão comprometidos com a mudança do status quo no Brasil são, de alguma forma, de esquerda. Todos aqueles que vêem a pobreza como algo insuportável, que privilegiam, por exemplo, uma igualdade econômica maior contra o direito de propriedade, são de esquerda, mesmo que não sejam, e até odeiem, o PT. É proibido ser de direita? É claro que não. É algo ruim? Do ponto de vista de quem é de esquerda, sim, mas, para quem é de direita, não. Logo, como ninguém tem o "olho de Deus", é uma postura viável numa sociedade democrática. Com uma observação: a esquerda liberal (que chamamos no Brasil de "centro-esquerda"), ao lutar justamente contra a intolerância, tem o DEVER de resguardar o direito das pessoas que pensam diferente, o seu livre-pensamento e expressão, salvo quando se aproximam de concepções não-democráticas.
Essas pessoas - as de esquerda - que não se conformam com o Brasil do jeito que é, que enxergam a predominância de oligarquias egoístas e acham necessário uma mudança radical no quadro social, perderam a referência na crise. Há gente disparando para todos os lados. Desde a perdida Marilena Chauí, que fez declarações pífias, até gente boa como Cristovam Buarque, Fernando Gabeira e Henrique Fontana, que declaram horror à situação. Nesse momento, creio que as pessoas inteligentes de esquerda estão se dando conta que a nossa utopia, a nossa fé, teve um dos seus alicerces abalados.
A bandeira da ética do PT é essencial para a construção de um país justo. Mas, com esse escândalo terrível, que revelou, por um lado, que tinhamos gente suja no partido - como o revolucionário Dirceu, ou os simplesmente ladrões Delúbio e Silvinho - e, por outro, que o nosso Presidente não é tão grande quanto parecia, porque a cada dia se apequena mais no seu autismo, a ética acabou parecendo algo irreal, impossível.
É nesse momento que os intelectuais devem aparecer. Num país em que a maioria vive na pobreza absoluta, é preciso que eles também tenham alguma função social. Eles deverão trazer novas referências, novas estórias para que possamos construir uma esquerda nova, sem que com isso eu diga que tenhamos que construir um novo partido. Curioso: nesse mesmo momento, eles falam de "silêncio", quando é exatamente a hora de falar.
Acabou o reino dos puros. Esse foi o defeito - crônico e imanente - do marxismo, a crença de que os "revolucionários" seriam seres puros, desprovidos de vontades próprias, verdadeiros "homens sublimes" (porque "sublimam" suas vontades pessoais). Isso morreu. O homem-sublime nunca existiu, me apresentem um: Mao? Stalin? Fidel? Já sabemos onde isso foi parar. Pois bem. Creio que está mais que na hora de abandonar, de vez, a metanarrativa marxista. É hora de deixar de lado essas metáforas e construir um novo jogo de linguagem, onde não caiamos nessas armadilhas como caímos até, no final, nos vermos estupefatos com o que ocorreu quando chegamos ao topo do poder.
Enquanto o PSOL fica procurando os "puros", é preciso que consigamos construir uma esquerda que crie a fé nas instituições - que Rawls bem descreveu - de forma que a corrupção não seja atrativa, de forma que acreditemos realmente nessas instituições. Isso passa pela adesão de um programa que abdique, de vez, do sonho revolucionário, e trabalhe no ambiente democrático, confiança na justiça das instituições, para que, bem alimentadas, possam render frutos, de forma que a corrupção seja exceção, e não regra. É preciso reestabelecer a ética, mas sem a crença no homem-sublime. Confiar na democracia, de forma que não preguemos mais a instabilidade institucional.
Eu imaginei - a ainda, de certa forma imagino - que o Governo Lula estava começando a construir isso, dialogando com setores da sociedade que o PT nunca dialogou e, com isso, abrindo mão da "pureza", que veio refletida na frase de Olívio sobre as "más companhias". A decepção foi que a via eleita foi podre - não houve diálogo - mas pura e simplesmente compra, suborno, corrupção. Espero que, para que possamos construir um novo país, com uma nova esquerda, andemos para frente, sem voltar ao homem-sublime, fechando-se em torno de uma esquerda radical, mas, ao mesmo tempo, sempre confiando nas instituições liberais, que garantem os direitos humanos, dando-lhes credibilidade e, com isso, criando um Brasil mais ético. Não precisamos - nem devemos - perder a referência.
Por isso, creio que ainda devamos erguer a bandeira da ética - nunca esquecendo quem é ACM, Bob Jefferson ou Mão Santa -, mas, ao mesmo tempo, sem voltar ao projeto do sublime, que a direita já havia denunciado e, sejamos humildes, com toda razão.
Trilha sonora do post: Black Rebel Motorcycle Club, "Promisse".
Escrito por -MOX- às 22h33
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O ORKUT ENSINA
Tu fica pensando: será que ela não vai com a minha cara? Ela anda por aí, sorri, não fala nada. É enigmática. Parece um pouco irônica, é de poucas palavras, nunca discute, nunca aborda assuntos em particular. E tu pensa: "bom, paciência, ninguém é unanimidade, ela não vai mesmo com a minha cara".
E aí, de repente, por acaso, tu está no Orkut e vê o perfil. É quando o sorriso enigmático se transforma num vazio absoluto. Meu filho, onde não tem nada não adianta procurar alguma coisa. Sorrisos irônicos que não são irônicos: são vazios. Tua cabeça tá cheia de coisa, e tu acha que a de todo mundo é assim. Não, véio: a dela é vazia. Simplesmente vazia. Quando tu acha que alguma coisa se esconde, é o nada que te confronta. Não dá pra imaginar, mas é isso, simplesmente ausência de pensamento.
SE...
Se as pesquisas continuarem nesse ritmo, o negócio é o Lula chutar o baldão. Abrir mão da reeleição e, em vez de governar, ir pra guerra. Anunciar uma "operação mãos-limpas" no Brasil, parar tudo e investigar todos. Inclusive o ACM Neto. E aí o PFL treme.
REPENSANDO A "ESQUERDA"
G.D. sempre lança desafios instigantes, mas o último post, com começa com a foto de campos de concentração comunistas, é paradigmático (aliás, uso errado da palavra, mas agora já foi).
Não tenho uma "resposta" pronta e acabada. Mas algumas coisas eu venho pensando sobre o tema.
1º - O comunismo acabou. Não existe alternativa convincente contra o capitalismo no presente momento. Precisamos inventar outra coisa. O capitalismo, sem dúvida, não é o "fim da história". Mas AINDA não existe substituto. Não adianta ficar lutando contra a política econômica. O mundo está interconectado e ninguém mais quer se desvencilhar. A política econômica melhor será a micropolítica e, ao mesmo tempo, uma forte luta no contexto internacional. É através da pressão nos organismos internacionais e da formação de blocos com países que se poderá chegar a perspectivas melhores, como, por exemplo, uma regulamentação do mercado internacional.
2º - Nunca houve "crise" do welfare state. A decadência do modelo - levada a cabo por Reagan e Thatcher, terminando no clichóide "consenso de Washington" - foi baseado em lamentáveis falácias e mentiras, inclusive na promessa, dirigida à classe média que vota nesses países (atenção: pessoas que defendem voto facultativo) de que, com a substituição de um Estado Social por um Estado Mínimo, o "residual" que recebia assistência social iria para trás das grades, sobrando mais dinheiro pra eles. Por isso, a coincidência entre o encolhimento do Estado Social e o tolerância zero. Não há bons argumentos contra o welfare state.
3º - Devemos incorporar demandas novas, especialmente as transversais: feministas, ecológicas, raciais, enfim, toda esfera de proteção dos direitos humanos. A melhor alternativa para a esquerda é se basear no discurso dos direitos humanos. E nenhum discurso abocanhou melhor isso do que a esquerda norte-americana. O liberalismo político, já falei isso aqui, é muito próximo da social-democracia, com a vantagem de ter um discurso que valoriza mais ainda a autonomia privada. Utopias perfeitas levam ao totalitarismo: o melhor é garantir condições de vida e, na esfera pessoal, deixar que cada um seja do jeito que quiser.
4º - Tem certas coisas que são simplesmente erradas. As FARCS, por exemplo, até tem suas razões, mas estão erradas. O sistema do tráfico de drogas alimenta uma máfia que impede o crescimento da democracia e da liberdade na Colômbia. A esquerda tradicional se apega a movimentos sociais com muita facilidade, transformando-os em grandes corporações. Isso não convém. Convém ouvi-los, sem dúvida, mas sem transformá-los em ídolos. Sempre em perspectiva crítica.
5º - Eficiência e boa gestão são coisas positivas. É ruim achar que as corporações valem por si mesmas, como ocorria em relação aos funcionários públicos, que eram privilegiados, de um lado, e incompetentes, de outro. Uma boa governança trará junto consigo uma boa gestão do dinheiro que sobra do orçamento público. Só uma boa gestão, com funcionários públicos competentes, sem lobbies e sindicalismo barato, pode aplicar esses recursos de forma que alcancem resultados concretos. Sem essa renovação, por exemplo, instituições como a Polícia ou a Universidade não têm como funcionar.
6º - Não dá para encampar todas as lutas ao mesmo tempo. Por isso, não dá para reduzir a carga tributária. É possível redistribuí-la, mas de forma parcimoniosa, sem atropelos.
7º - O Governo bom é aquele que faz coisas boas, não aquele que realiza a utopia. Por isso, temos que aprender a valorizar a boa gestão (ex., boa gestão de FHC na educação fundamental e na saúde, ou de Lula na economia e na educação superior) e as boas idéias. A ideologização de tudo leva à oposição burra e, por isso, ao fortalecimento de corporações e grupos - oligarquias. O Governo bom é aquele que consolida idéias de continuidade, projetos que, a longo prazo, possam funcionar.
8º - Democracia em todos os momentos. Eleição de prioridades. Utilização de referendos. Conselhos populares. Administração em conjunto com a sociedade, em sentido amplo, ou seja, incluindo os excluídos também. Isso incluiria uma postura na imprensa no sentido de que fosse assumida a linha ideológica, para que o debate se tornasse explícito e, por isso, realmente democrático.
9º - Revisão geral das leis. Formação de comissões sérias para que existam consolidações de leis de todas as áreas, de forma que saibamos o que vale e o que não vale. E, após isso, revogação de todas as leis que contrariem a Constituição. Significa a consolidação de um trabalho jurídico no Congresso, iniciado, justiça seja feita, pelo Gilmar Ferreira Mendes no Governo FFHH.
10º - Sem "revolução", as mudanças se farão gradualmente. Mas é preciso ter clareza sobre o que queremos. Os direitos humanos, creio eu, são o referencial obrigatório. Coisas como cotas, programas assistenciais e boa gestão podem, sem enfrentar a oposição da direita, que não quer mudança, conquistar os indecisos de classe média, que oscilam entre a defesa até os ossos sua vidinha medíocre contra bandidos ou vagabundos, e a aceitação de que podemos diminuir o fosso social, aos poucos, sempre para frente.
Tá, tudo isso é uma utopia. É. Mas é só uma forma de ver a gestão pública longe do messianismo. E o messianismo, no fundo, é o que está no coração de todo brasileiro.
Trilha sonora do post: Madeleine Peauroix, "Dance me to the end of love".
Escrito por -MOX- às 23h27
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CERVEJA. WHISKY. VINHO. PEQUENAS VIAGENS. DOCES, DOENÇAS, SONOS DESPROPOSITADOS, ESTIMULANTES CARNAIS, CARNE MAL-PASSADA, CINEMA ALUCINÓGENO, NIETZSCHE, RIMBAUD E RADIOHEAD. MULHERES BISSEXUAIS, ROCK'N'ROLL, EXPERIMENTALISMO SONORO, LITERATURA LISÉRGICA, FILOSOFIA DO PODER. CHOCOLATE, ÁGUA MINERAL E, PRA QUEM É CAPAZ, MAIS ÁGUA AINDA. Minha vida é composta de todos essas engrenagens complicadas e incompatíveis. E um algo mais. O fato é que, tomando um chopp, chegeui à conclusão que, com 24 anos de vida, já vivi bem mais do que muita gente de 40, até 50. Se viver pra mim é encarar o diferente, o vida-repetida de muita gente é menos recheada de eventos do que a minha pequena existência, repleta de eventos explosivos e variações tortas. Eu não tenho filhos, é verdade, nunca perdi o emprego, nenhuma pessoa realmente importante na minha vida - ao menos vida de adulto - morreu ainda. São experiências. Mas posso dizer que, se morrer hoje de noite, morro tranqüilo: vivi. Tem gente que ainda nem nasceu. É excremento, não gente.
IRRELEVÂNCIA MÁXIMA
A proposta de fazer nova Constituição. Primeiro, vamos saber o que está escrito nessa. Depois, a gente discute. Ok, jornalistas?
AI, AI, AI
1 - "Fireflies" - Faith Hill 2 - "Now 19" - Vários 3 - "The Emancipation of Mimi"- Mariah Carey 4 - "Let's Get It: Thug Motivation 101" - Young Jeezy 5 - "Roc-A-Fella Presents Teairra Mari" - Teairra Mari 6 - "Kidz Bop 8" - Kidz Bop Kids 7 - "X&Y" - Coldplay 8 - "Monkey Business" - The Black Eyed Peas 9 - "Breakaway" - Kelly Clarkson 10 - "Demon Days" - Gorillaz
Essa é a lista dos dez primeiros colocados da Billboard. Podia ser pior? Ao menos Coldplay e Gorillaz não são tão ruins. Na real, poderia. Basta ver a brasileira.
Mas agente tem, pra esse ano, Cachorro Grande, Los Hermanos, Pato Fu, Violins e, daqui a pouco, Alter Ego. Quem sabe as coisas melhorem...
VELHAS RECORDAÇÕES
Andei lendo um blog antigo - o primeiro In The Sky -, tudo ali era mais espontâneo e sincero. Não, esse post não será bom. Espero voltar logo e ser mais interessante.
TOPFIVE ATORES/ATRIZES QUE EU MAIS ODEIO
5. MICHAEL KEATON - fala sério! Um Batman... careca!
4. MERYL STREEP - odeio o jeito de velha coitada-e-mal-amada!
3. CHER - ela é muito ruim! muito feia! muito palha!
2. ROBIN WILLIANS - o bom moço de "Patch Adams" e mais uns 40 filmes em que ele faz papel de bonzinho e sentimental. Foda-se!
1. DENIS QUAID - aquele que no final levanta a bandeira dos republicanos e aperta a mão do Bush!
Trilha sonora do post: Wilco, "Wishful thinking".
Escrito por -MOX- às 00h31
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CRISE POLÍTICA
É um eufemismo da imprensa ficar falando de crise. Desde que o Brasil é Brasil, estamos em crise. A corrupção é endêmica e epidêmica, a diferença é que provavelmente o PT não teve a mesma competência da direita em abafar CPIs. A compra de votos e as privatizações teriam gerado repressões idênticas. Portanto, é tudo um teatro, encenação, hipocrisia e, sobretudo, falta de assunto.
COLDPLAY, "X&Y" (2005).

Já andei criticando X&Y por aqui. Mas, depois de ouvir várias vezes o álbum, cheguei à conclusão de que a decepção se restringe àqueles que esperavam mais experimentalismo. Creio que há um erro de concepção nisso: no fundo, esprava-se que o Coldplay seguisse o Radiohead. Quem conhece bem a banda sabe que isso está errado. Há bastante tempo Martin vem dizendo que a principal influência da banda é o U2. E é por aí: X&Y é o disco mais "Joshua Tree" deste século. Por isso, acho que o erro foi na expectativa: quem conhecia bem os caras sabia que a banda não faria novo Ok Computer, mas algo mais próximo do U2. No geral, X&Y é ótimo dentro das suas limitações. As canções, embora ligeiramente convencionais e até repetitivas, são boas. E embora "A Message" (uma "Green Eyes" menos competente) e "Low" não decolem, por exemplo, não são ruins. "Speed of sound" é uma releitura de "Clocks". "Fix You" e "What If" são U2 cantado por Martin. "Square One", que começa como "2001: Uma Odisséia no Espaço", demora um certo tempo para ser apreciada. Mas lembra do "Politik", música pouco tragável e, depois de ver os shows, clássica? "White Shadows" é bacana, mas nada demais. Uns riffs e tecladinho. "Swallowed by the sea" é a balada mais escancarada do disco, uma espécie de "Trouble", "Twisted Logic" tem um riff bacana, dá uma crescida, não deixa a desejar; "Til Kingdom Come" é a tentativa de uma certa tosqueria. E "X&Y", a música, essa sim, é a única música que realmente parece Radiohead. Enfim, não é a obra-prima que os fãs aguardavam; mas é um disco bem bom.
O PODEROSO CHEFÃO
"Ser foda é pouco pra mim..."
Revi dos dois primeiros filmes dessa trilogia matadora e confirmei: são obras-primas. A perfeita atuação dos protagonistas (por sinal, lendas em atividade: De Niro, o Vito Corleone mais novo; Pacino, Michael Corleone), a direção impecável, ambientação perfeita, as tradições familiares da máfia, os valores patriarcais, cruéis e a fidelidade como viga mestra do sistema moral, a trama surpreendente, cheia de explosões dramáticas (assassinato cometido por Mike, morte de Sonny, anúncio da morte ao Don, assassinato de todos os chefões, fechar de portas que termina o primeiro filme, morte dos pais de Vito, tomada de poder pelo Fidel, enfim, não vou contar tudo), recheando um universo fantástico de violência e tradição. Da ordem dos CLÁSSICOS.
EU E NIETZSCHE
Toda vez que me deparo com um grupo novo de pessoas e conheço seus sonhos e projetos as pessoas dizem: "procuro paz interior, equilíbrio, blá-blá-blá". A tal paz, que Nietzsche equiparou a uma "boa digestão", não me atrai nem um pouco. Meu interior é repleto de dúvidas e conflitos. E não quero me livrar deles. São eles que me tornam LIVRE, desvinculado, em estado de vigília. A paz interior parece amiga da conformidade: é a guerra e o inconformismo que alimentam meu pensamento. Além disso, como me considero um pedaço de carne e ossos semovente, ou, como disse meu primo esses dias, "uma gota d'água no oceano", prefiro viver todos os meus momentos com a máxima intensidade possível, procuro sempre estar ligado no grau máximo. Paz interior pros outros: pra mim, guerra interior.
TARAPACÁ
Não sou um grande conhecedor de vinhos. Mas, sem dúvida, sou um grande BEBEDOR. E tenho que deixar registrado: o vinho chileno Tarapacá, com consistência perfeita, resvala pela garganta sem acidez ou amadeiramento excessivo (diferente do Gato Negro, que tem gosto de sola de sapato), caindo forte, mas saboroso. De todos os vinhos que tomei nos últimos dois anos, é o melhor. Vale experimentar.
LEITURA RECOMENDADA

CABEÇA DE PORCO, obra conjunta de Luiz Eduardo Soares, MV Bill e Celso Athaíde, é leitura obrigatória para os que se importam com os direitos humanos e desafio para os que desprezam. Inserido na realidade nua e crua do tráfico de drogas, carregando seus autores, inclusive, o estereótipo criminal, tudo ali fica exposto como as tripas do Brasil sobre a mesa: violência e corrupção policial, miséria, racismo, estigmatização, profecias-que-cumprem-a-si-mesmas, degeneração social, círculo vicioso, invisibilidade social, etc. É impressionante como a realidade suga o maniqueísmo estúpido da imprensa. Indispensável.
Trilha sonora do post: Bright Eyes, "I believe in simmetry".
Escrito por -MOX- às 19h43
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