Casa Nova
Ares Novos
Depois de um manifesto mal-humorado, resolvi trocar de ares. Talvez fosse a falta de fotos no blog que estivesse me entendiando. Bueno, tô por aí.

Pra começar de bom humor, ninguém menos que ELA....
Reflexões sobre o feminismo e Nietzsche
Sou um grande admirador desses movimentos transversais na sociedade, esses que passam por dentro das classes sociais e inclusive das ideologias políticas e dão um caráter tribal à sociedade. São eles, por exemplo, os ecologistas, o movimento negro, o feminismo.
O feminismo até hoje é caricaturizado no Brasil. Aqui, o termo politicamente correto (que deveria ser entendido na sua literalidade) foi substituído por uma chacota ridicularizante. Os movimentos sociais foram apresentados como sectários e loucos. As feministas são tratadas com chavões comuns do tipo "as feministas são machistas ao contrário". Essa imbecilidade está inserida no senso comum nacional e tem o mesmo grau de putrefação de outra que indica que toda feminista é "sapatão" (assim mesmo, pejorativo). No Brasil, o progressista é sempre ridicularizado.
Mesmo olhando hoje em dia na representação parlamentar, por exemplo, ou nos Tribunais, vê-se que a mulher ainda ocupa um lugar secundário. As feministas representam um movimento de reivindicação legítima, movimento transversal que pretende destronar a hegemonia patriarcal na sociedade, os pensamentos fortemente enraizados no fundo do pensamento que domina o corpo social e ainda hoje são preponderantes. Tratá-las como malucas é atestado de burrice, má-intenção ou autoritarismo. Ou de machismo, mesmo. Na Espanha, enquanto estava lá, falava-se de cotas para mulheres no Parlamento.
Agora a minha crítica às mulheres. Se o mundo ainda não mudou suas estruturas, boa parte da responsabilidade é dela. Há um tempo circulava um texto todo bonitinho da Rita Lee (ou de algum desses doentes que escrevem e assinam como outro no final) em que ela falava da falta do toque feminino na política, no poder. A resposta óbvia é: Rita, você não está esquecendo de algo? Margareth Tatcher era feia, mas era mulher. A dama de ferro. Hoje temos a Condoleeza. Nos Tribunais, as mulheres julgam incrivelmente mais duro que os homens. É só ir lá e consultar. São frias, técnicas, formalistas. Moral da história: as mulheres se comportam como os homens quando estão no poder.
Serão elas iguais? Não creio. Inequivocamente somos diferentes - homens e mulheres. Só pode ser o medo - o medo de mudar o status quo - que leva as mulheres a agirem assim. A maioria adere ao pensamento patriarcal e se sente incapaz de usar dos seus dotes no exercício do poder. E o que Nietzsche tem a ver com isso? O velho mestre sempre disse que a força das mulheres é exatamente a sua fraqueza. Que se entendam suas palavras, sempre provocativas: a mulher, na sua doçura e sensibilidade, domina o homem, ainda que mais forte e agressivo.
Resta a elas serem mais nietszchianas. Ou afundarem o feminismo e seus ideais.
Um DVD
The Verve - 'This is Music: The Singles 92-98' (2004).
É sempre bom estar se policiando contra as próprias imbecilidades. Uma das que eu repeti várias vezes foi de que o THE VERVE é banda de um disco só. Esse DVD, embora seja somente de clipes, mostra o quão brilhante é toda carreira dessa banda - impregnada de baladas poderosas e arranjos magnâninos, no seu rock alternativo barulhento e perfeito na sua estrutura rítmica descontínua, quebrada, despojada, destinada àqueles que pertencem ao mundo dos que prestam atenção ao que está sendo tocado.
Saí correndo no Soulseek atrás de piratas e tudo mais que puder encontrar da banda. Recomendadíssimo.
Trilha sonora do post: The Verve, 'A Man called Sun'.
Escrito por -MOX- às 00h12
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