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VAN SANT VS. VON TRIER
O NOMÍNIMO é um saite bacana, cheio de assuntos variados, bem montadinhos. Vai de Bauman à Luciana Gimenez. Hoje li uma coluna sobre a disputa entre os diretores Gus Van Sant contra Lars Von Trier. O primeiro tem nas costas "Gênio Indomável", "Encontrando Forrester", "Elefante" e outros. O segundo, "Os Idiotas", "Dogville" (coloquei um link com a ficha dos caras, pra quem se interessar).
Não pretendo responder o artigo, seja porque não tenho resposta, seja porque ninguém lê mesmo. Sem usar uma metáfora "cor-de-rosa" como essa de "Fashion Week", dá pra dizer o seguinte: são dois ótimos diretores. Von Trier fez o melhor filme, Dogville; Van Sant tem a melhor obra conjunta. Ao contrário do Ricardo Calil, achei muito bons "Encontrando" e "Gênio". Até o refilmagem de "Psicose", embora não seja menos canastra que uma regravação de "Jagged Little Pill" (...), não dá pra ser enquadrada como "ruim".
Von Trier vem aí com "Manderley", continuação aguardadíssima por este que vós fala, na qual Grace (criminosamente não mais Nicole Kidman) vai fazer a sua própria micro-revolução ONGística com os negros americanos. Van Sant com uma leitura própria do suicídio do grande Kurt Cobain, um cara que - confesso - figura entre as cinco personalidades mais importantes na minha formação, ao lado de Nietzsche e outros três que eu não me preocupei ainda em catalogar. Sou um garoto da geração-X, a que cantou "Smells like a teen spirit" no momento em que explodia. Geração que achava natural que um trio fenômeno transformasse um esquema básico de falação-refrão-falação, coberto de riffs básicos, bem próximos à tosquice, cheios de depressão e auto-imolação, absolutamente niilistas, era o cotidiano do rock. Até descobrirmos, com o passar do tempo, o que realmente tinhamos visto acontecer.
Pois bem: o meu único ponto é que estamos em boas mãos. Van Sant e Von Trier devem nos brindar com grandes filmes.
OTIMISMO E PESSIMISMO
ESPERO, AGUARDO E CONFIO que o Grêmio conseguirá subir. Por incrível que pareça para os mais tacanhos, Mano Menezes, depois de dar uns tropeços feios (escalar o esquema 4-6-0 contra União Barbarense foi um, mas já passou), conseguiu montar uma defesa irrepreensível, jogando num esquema totalmente europeu. Quanto joga no 4-5-1, o Grêmio é exatamente igual a Chelsea e Barcelona (taticamente, é claro). Os dois meias ofensivos são de flanco (Anderson e Marcel, no Chelsea, Robben e Duff, no Barça, Ronaldinho e Giuly) e avançam como pontas. Há um jogador de armação (Marcelo, Lampard, Deco), um centroavante (Ricardinho/Samuel, Drogba/Crespo, Eto'o) e dois volantes, um mais fixo e um mais móvel (Jeovânio e Sandro, Marquez e Xavi, Makelele e Essien). E até na defesa, joga-se com quatro defensores, saindo um lateral de cada vez, prática antigamente comum, mas hoje em extinção no futebol brasileiro, onde a faceirice impede os laterais de enxergar que um sempre tem que ficar, senão o zagueiro fica sem cobertura.
PESSIMISMO com o Madrid, que, embora tenha montado um bom time, não tem bola pra desbancar Chelsea, Barcelona e Juventus.

Dá uma olhada na feira ERÓTICA que anima Budapeste. Super ERÓTICA. MESMO, né?
Por sinal, me lembrei de um fato: sabe aquela tua colega com uns PEITÕES tipo esse? Pois é, ontem ela apareceu SEM eles. Parece que deu um probleminha no silic... hihihi
Trilha sonora do post: Jammie Cullum, "Singin' in the rain" (popjazz).
Escrito por -MOX- às 23h02
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